(17/07) - O canoista italiano Antonio Rossi, porta-bandeira do país na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, aderiu à campanha a favor da libertação do Tibete e cortou uma mecha de cabelo, assim como outros atletas da equipe olímpica italiana.
A idéia partiu da jovem cineasta italiana Cinzia Pedrizzetti e do publicitário genovês Andrea Rosagni, que tentaram envolver os atletas olímpicos em uma iniciativa a favor do Tibete, intitulada "A wisp for - A peaceful act for a peaceful solution" (Uma mecha por - Um ato pacífico por uma solução pacífica).
- Mandaremos todas as mechas que estamos recolhendo para o consulado chinês. É um gesto que lembra aquele dos monges tibetanos, que se depilam completamente para demonstrar seu abandono das coisas materiais, e pensamos de envolver os atletas para chamar a atenção para o fato de que o esporte é a favor da paz e que não é verdade que ninguém está percebendo a situação no Tibete - disse Cinzia.
Antonio Rossi logo aderiu à causa e a imagem do atleta e de muitas outras pessoas cortando mechas de seus cabelos podem ser encontrados na internet, em sites de compartilhamento de vídeos.
- Não é nada político, foi uma iniciativa simpática e original. Antes e depois das Olimpíadas é preciso também falar desses temas e há diversos modos de dizer as coisas - disse o canoísta.
Para Rossi, no entanto, todas as manifestações pessoais devem ser deixadas de lado durante as Olimpíadas.
- Durante os Jogos, no entanto, os atletas devem pensar em ser atletas e não é certo jogar em cima deles questões políticas que devem ser resolvidas por políticos. Segui e sigo os acontecimentos no Tibete, e sou próximo ao tema, mas nesse meu gesto não há nada de político, e ele não deve ser instrumentalizado.