(25/07) - O Brasil é o maior vencedor da história da Liga Mundial. Neste domingo, a seleção brasileira masculina de vôlei conquistou o eneacampeonato da competição e agora reina de forma absoluta na galeria dos campeões.
Na decisão, o time comandado pelo técnico Bernardinho superou a Rússia por 3 a 1(25/22, 25/22, 16/25 e 25/23), em 1h49 de jogo, no ginásio Orfeo Superdomo, em Córdoba.
- Foram muitas dificuldades durante essa Liga Mundial. Mas são nos momentos de dificuldades que esse grupo cresce. Costumo dizer que o problema é quando achamos que estamos em um mar tranquilo. Quanto mais tormentas passamos, melhores são as nossas atuações - festejou Bernardinho após o jogo.

Seleção brasileira comemora no pódio o nono título da Liga Mundial
Na decisão, a seleção brasileira não pode contar com o oposto Leandro Vissotto. O atleta torceu o tornozelo esquerdo, na semifinal contra Cuba. Em seu lugar, jogou Théo. E Bernardinho destacou a atuação de todo o grupo.
"Perdemos um jogador importante. Mas o Théo entrou e fez uma partida magistral. O Bruno não estava bem, mas o Marlon entrou e teve uma atuação regular. Além disso, tivemos o Giba, que mesmo de fora, foi fundamental para os jovens jogadores. Tenho orgulho de fazer parte deste grupo", destacou o treinador.
O Brasil encerrou a Liga Mundial com 16 jogos disputados e apenas uma derrota. E o melhor jogador da competição também foi brasileiro. O eleito foi o ponteiro Murilo. Além dele, o Brasil também ganhou o prêmio de melhor líbero: Mário Jr.
"Cada título tem um sabor. Não tem jeito. Esse foi um dos mais sofridos por causa de todas as dificuldades que tivemos. Conseguimos nos superar" , destacou Murilo, antes de ser premiado.
Fundamental na decisão, o levantador Marlon também festejou sua atuação. "Foi uma vitória difícil. Foi muita luta. Esse foi o meu principal jogo com a camisa da seleção e o meu principal título. Agora, é sonhar mais alto", comemorou.
O jogo - O Brasil começou bem no saque e criou dificuldades para a recepção da Rússia. Com isso, os brasileiros abriram três pontos: 11/8. O técnico da Rússia fez mudanças e deu certo, com o adversário empatando em 12 a 12, mas Rodrigão apareceu bem no bloqueio e nas jogadas pelo meio, o Brasil chegou a vitória por 25/22.
No segundo set, a Rússia ficou à frente no início da parcial(6/4), mas, foi o Brasil quem comandou o marcador. O oposto Théo mostrou que não sentiu a primeira final como titular e manteve 100% de aproveitamento no ataque. O bloqueio do levantador Marlon, de 1,88m, sobre o gigante Volkov, de 2,10m, deixou o Brasil na frente, com João Paulo fazendo 25/22.
A terceira parcial trouxe dificuldades ao time brasileiro. A Rússia, melhor posta em quadra, fez 8 a 4 e marcando bem as jogadas brasileiras fizeram quatro bloqueios consecutivos, e fecharam em 25/16 diminuindo a diferença de sets.
Na última parcial, a partida ficou equilibrado até o sexto ponto. Mas, o saque russo dificultou a vida da recepção brasileira e os adversários abriram 9/6. O levantador Marlon acionou as jogadas com Dante pelas pontas e o Brasil encostou (13/12). E no ataque rápido pelo meio, o central Rodrigão empatou em 13/13.
Apesar da reação, o Brasil continuou instável em quadra. Depois de desperdiçar dois contra-ataques, o time viu a Rússia abrir novamente: 18/16 e quando tudo parecia perdido, o Brasil fez dois bloqueios seguidos empatando em 20 a 20. E foi nesse fundamento, que Dante deu ao time brasileiro o match-point (24/22). No erro de saque da Rússia, o Brasil selou a vitória: 25/23. Delírio em quadra. Festa brasileira nas arquibancadas.